Aguinaldo defende que novo ministro da saúde tenha autonomia


O deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Líder da Maioria na Câmara e expoente do “Centrão”, disse torcer para que, com a experiência que possui, o novo ministro da Saúde, cardiologista Marcelo Queiroga, possa fazer com que o Brasil vença a luta contra a Covid-19. Aguinaldo reforçou que o seu desejo é que, em meio à crise pela qual passa o Brasil, desde o início da pandemia, o médico paraibano possa ter o apoio necessário do governo federal e, ao mesmo tempo, ter autonomia para, baseado na Ciência, implantar em todo o país as medidas efetivas necessárias contra a Covid-19.

O parlamentar disse, ainda, que na sua opinião é imprescindível uma coordenação nacional para atenuar os efeitos da pandemia, e arrematou: “Todos unidos para salvarmos vidas”. Em reportagem sobre a nomeação do novo ministro, o site “Congresso em Foco” revela que Queiroga foi uma indicação pessoal do presidente Jair Bolsonaro e que o cardiologista participou da transição entre o governo de Michel Temer (MDB) e o atual. O Partido Progressista queria indicar o deputado Doutor Luizinho, do Rio de Janeiro, presidente da Comissão de Seguridade Social da Câmara. O partido tinha também simpatia pelo nome da médica Ludhmila Hajjar, que atende a vários políticos, como o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Ontem, em declarações a uma emissora de rádio de João Pessoa, a senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) confirmou que as preferências estavam divididas na bancada e dentro do próprio Congresso quanto a nomes cogitados para a Pasta da Saúde. Ela confirmou que alguns parlamentares apostavam na indicação da médica Ludhmila Hajjar, pela sua competência e pelo compromisso público com a Ciência. Mas Daniella Ribeiro desejou êxito ao cardiologista paraibano Marcelo Queiroga no exercício das funções e colocou-se à disposição, dentro do Senado, para auxiliá-lo nas missões que vier a desenvolver futuramente. O deputado Fausto Pinato, do PP-SP, observou: “Pessoalmente, eu acho que Bolsonaro, mais uma vez, entre a parceria com o centro e os palpites do filho e da ala ideológica, ficou com o palpite dos filhos e da ala ideológica”. Porém, para o paulista, não haverá pressão sobre Queiroga. “Não vai ter cobrança. Vamos aguardar os próximos capítulos”.

O deputado avalia que antigos problemas permanecerão e que a troca de ministro não será suficiente para apagar a insatisfação com os rumos do governo no combate à pandemia. “Essa CPI (para apurar omissão do governo na pandemia) foi gerada porque Pazuello agiu errado ou porque cumpriu ordens do presidente?”, indagou o parlamentar. A nomeação de Queiroga não foi recebida negativamente por todos os políticos do Centrão. O presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), avalia que o cardiologista é “um bom nome”. E conclama: “Precisa poder trabalhar”. Boa parte da bancada paraibana do Congresso, Estado de origem do novo ministro, também elogiou a escolha de Queiroga, como o líder do DEM, deputado Efraim Filho.

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